sábado, 31 de março de 2012

Capítulo 6: i'm your friend.


#Selena On
Após o recreio, o qual permaneci solitária, como sempre, houveram duas aulas na SPSDAI. Essa sigla significa Sala Para Sonecas Durante Aulas Insuportáveis. Sempre tem algum professor que cospe na cara dos outros lá. Esse lugar é horrível, principalmente porque eu entro nos sonhos de todos os preguiçosos da sala de aula, e, inacreditavelmente, todo mundo tem os mesmos sonhos todas as vezes em que eu entro. David sonha com cores caleidoscópicas girando. Demi, que quase não dorme, sonha com o irmão falecido dela. Miley sonha com o Liam com cabelos esvoaçantes na praia (e o resto do sonho é extremamente constrangedor). E, sempre depois de todos os sonhos, eu quase caio de fraqueza, além de ficar com fome e ter a respiração cada vez mais ofegante. Com as mãos ainda trêmulas, procurei meu lápis para rabiscar alguma coisa no caderno, para fingir que estou prestando atenção. Não o encontrei em lugar algum. Logo, alguém cutucou-me. Olhei para trás. Era Taylor Lautner. Seus cabelos levemente arrepiados eram negros como ébano, e me lembravam, um pouco, a franja do Logan. O Taylor era um garoto que eu conheci logo ao conhecer a Demi. Ele era esquizofrênico, gótico, morava sozinho desde a morte dos pais, quando ele tinha catorze anos, e quase ninguém falava com ele. Ele exibia um sorriso de lado, mostrando parte dos dentes.

 — Desculpa incomodar, Selena, mas...  — ele falou baixo e pegou algo do chão — você deixou seu lápis cair.

Ele segurava um lápis azul, com uma borracha vermelha na extremidade. Aquele realmente pertencia a mim, e  peguei a outra extremidade do lápis. Sorri, sussurrando um "obrigada", tentando não parecer cansada, e voltei a rabiscar alguma coisa. Mordi meu lábio. Aquela aula era extremamente chata, e, quem dormia, não sonhava, naquele momento, portanto, não fui puxada para nenhum sonho, então, regogizei baixinho. Encarei o professor McSinth, que falava (aliás, cospia) sobre Robinson Crusoe, aquele livro do Daniel Defoe que fala sobre um cara que virou náufrago e tal. Eu odiava aquele livro, pois me lembrava os tempos o qual eu tinha um professor de literatura em Toronto que sempre falava sobre ele. Uma vez, o professor dormiu na biblioteca a qual eu estava, e que teve sonhos os quais ele abusava sexualmente de todas as alunas dele. E ele sorria sarcasticamente, com malícia no olhar. Esse foi, definitivamente, um dos sonhos mais horripilantes e traumatizadores os quais presenciei em toda minha experiência com esse troço de sonho. Nunca mais consegui olhar na cara dele. Graças a Deus, me mudei pra cá com a minha mãe, que, por sinal, já deveria estar trabalhando. Olhei para o lado. David estava ali, tossindo a cada cinco minutos, e, de repente, percebi uma secreção avermelhada sair de sua boca e entrar em contato com a sua mão, e logo vi uma expressão de surpresa em seu rosto. Assustei-me de imediato, e ele pediu licença ao professor e saiu da sala. Pus minhas mãos sobre o rosto. O que eu poderia fazer? O que realmente estava acontecendo? Mas não concluí meu pensamento. Meus pés ficaram dormentes. Eu não consegui sentir meus braços. Abaixei a cabeça, e senti uma imensa dor na mesma. Merda. Alguém estava sonhando.

#Selena Off

# Dreams' beginning

Selena permaneceu imóvel. Ela não podia se locomover. Somente olhava para a frente, e via uma árvore gigantesca, desproporcional, de acordo com as árvores que conhecia. Sua visão tornou-se prejudicada, e ela mal podia respirar direito. Ela ouviu palavras como "morra" ou "ninguém quer você vivo" e começou a estranhar o fato. Logo apareceu Taylor Lautner, em cima de um galho na árvore, tampando os ouvidos. Seus olhos estavam roxos, e ele sangrava. Parecia ter sido espancado. Uma multidão começou a se formar diante da árvore, e o "morra" se tornou mais intenso e confuso. Milhões de mãos começaram a puxar Lautner com força, e ele tentava se manter no lugar. Ele rezava. E, de súbito, eles o machucavam. Selena tentou desviar o olhar e sair daquele sonho desesperador, mas não conseguiu. Afinal, nunca conseguiu. O sonho sempre acabava antes dela tentar. Mas, dessa vez, o sonho estava demorando a acabar. Taylor estava sendo dilacerado e xingado por uma multidão. Ele era o único que podia vê-la, afinal, o sonho era dele. E ele sussurrou "me ajuda", olhando para o rosto dela. E tudo se tornou escuro.

#Dream's End

#Selena On

Aquela foi a primeira vez que eu entrei num sonho do Lautner. Aquilo foi, de longe, aterrorizante e mórbido. O chistoso da situação foi o fato das vozes que ele escuta o perseguirem nos sonhos. Além do mais, aquilo fora surreal. Imaginando bem, eu nunca veria o Lautner daquele jeito. Ele sempre foi forte e praticava atletismo, tanto que até fora campeão de uma maratona interestadual. Mas me dava pena. Ele sempre foi simpático, bonito, e, por causa de sua doença psicológica, ninguém sequer conversava com ele. Sempre foi muito quieto e obscuro. A ausência da presença dos pais, talvez, fora a causa desse distúrbio psicológico. Eu nunca soube, aliás, nunca ousei perguntar. Afinal, ele poderia ficar magoado.
Bateu o sinal do final da aula. Ótimo. David ainda não chegara, e tínhamos que passar mais uma aula na SPSDAEI, com o mesmo professor. O fato de David ainda não ter chegado me apavorou. O que deveria ter ocorrido? Será que aquele sangue... Não, não pode ser!

#Selena Off

CONTINUA...

Gente, desculpa mesmo, esse episódio não ficou bom, afinal, eu estou planejando muitas coisas ao mesmo tempo, e a sociedade (lê-se mãe) quer que eu seja mais sociável.

Ok, comentem que eu postarei.
Um abração,
Love Never Lasts

quinta-feira, 8 de março de 2012

Entrelinhas. {texto}

Eu te escutava o quanto você precisou.
Eu te abraçava quando você estava sozinho.
Eu te fazia sorrir quando você estava prestes a derrubar uma cachoeira pelos olhos.
Eu era quem você precisava.

Eu cheguei em casa chorando naquele dia, correndo para o quarto. Meu pai, preocupado, bateu na porta inúmeras vezes, perguntando o que tinha acontecido. Eu disse que tudo estava bem. Eu menti, óbvio. É claro que quando alguém que você ama muito usa e abusa do seu amor e te descarta, como um copo de plástico. E esse alguém sempre foi você. Lembra das noites que passamos embaixo daquele coqueiro, contando estrelas? Lembra das manhãs que a gente ficou brincando, feito crianças, quando você dormia aqui em casa ou quando eu dormia na sua? Lembra das tardes que a gente ficava olhando pro alto, e falava besteiras? Eu me lembro de cada palavra doce que você disse. E, sim, eu te amava, e muito. Você sabia disso, eu disse na sua cara, todas as coisas que eu fiz por você. Eu implorei pra sua atual namorada não te dispensar, porque ela não gostava mais de você. E, só porque ela contou tudo pra você naquele momento, você encheu a cara e começou a me culpar. Desculpa, P. ... Desculpa por tentar te fazer feliz. Eu tentei, e eu não sou perfeita. Eu lembro do seu primeiro beijo, que foi comigo. Agora, você deve estar na sua cidade natal, ficando com todas. E eu sei que você também me amava. Mas esse sentimento se transformou em ódio, num ódio. Eu nunca havia visto os seus olhos tão avermelhados, muito menos você bebendo, o que nunca tinha acontecido. E eu me culpo, todo santo dia, por ter feito isso pra você. Eu era sua amiga, era pra eu te ajudar, dizer a verdade pra você, que ela gostava de outro cara, tentar te consolar. Eu sou uma retardada, uma imbecil. Eu não aguento mais suportar a ideia de que você não quer mais me olhar na cara. Você não vem mais pro local onde moro, e, quando vem, sempre dá um atalho pra passar por um lugar onde não frequento. E eu sempre descubro tarde. É, eu sei que você espalhou boatos sobre mim. Disse que eu era lésbica, que eu havia me transformado em um monstro, que eu era... Sei lá, qualquer coisa, menos o que eu sou realmente. Estou aos prantos, e com o coração apertado, ao escrever isso. Eu juro que minhas mãos doem. Eu parei de fazer as coisas que você amava que eu fazia, tipo tocar algum instrumento ou alguma mania ridícula. Mas eu percebi que aquilo era bom pra mim, e eu duvidava que aquilo iria te fazer feliz um dia.
Eu sei que você nunca vai ler isso, ainda menos dar importância. Eu queria ser feliz, ao seu lado ou não. E nem isso eu consigo ser. Eu estou com as pernas bambas, não gosto de falar sobre você, não gosto de lembrar de você, muito menos ver suas fotos. Você mudou, virou um polígamo ridículo e fútil. Não gosto de te ver assim, mas, você não gosta de agradar ninguém, muito menos a si mesmo.
Bom, é isso.
Adeus.



Sim, isso foi um texto que eu fiz, semana passada. Aliás, é só um resumo dele, porque, na verdade, ele tem doze páginas e meia, eu estava de cabeça cheia, comecei a escrever e deu nisso. Espero que tenham gostado desse resumo, porque eu prefiro o textão, porém não deu pra colocar tudo... Desculpa mesmo. E, sim, o próximo capítulo está a caminho, só há um conjunto de obstáculos chamados "tempo, escola, livro e a tal vida social" que não permite que eu publique. Desculpa, mesmo ;xx
Ah, e o próximo capítulo será o resto do primeiro dia de aula, e o último de alguém por aí. Quem será? Vocês verão U.U, não vou contar merda nenhuma, mas tá né. Ah, e eu estou planejando uma mini fic, que se chama Breathe, e será muito fofa. Se der tempo, eu posto. Senão, eu dou um jeito. (:
Obrigadinha,
LoveNeverLasts ;D
LoveNeverLasts (;

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capítulo 5: a light in the end of my tunnel



#Selena ainda on
Tá, eu quase gritei de felicidade quando li aquela carta. A última vez que eu tinha visto o Joe foi há quatro anos, quando o tio dele fez aniversário e eu e a minha trêbada mãe fomos pra lá. É, eu saí de lá com três coisas: decepção por causa da minha mãe, felicidade por ter visto o Joe e saudade ao mesmo tempo. E ele estava vindo morar na minha cidade! Coisa melhor não há, não é mesmo? Nos conhecemos na infância, tínhamos seis anos, e, aos oito e meio, tive que ir embora. Mas a gente trocava cartas, e-mails, sorrisos e, de vez em quando, eu ia pra lá. E eu fiquei muuuuuuuuuito feliz. Eu me lembro quando a gente se conheceu, impressionantemente!

Flashback instantâneo.
Ele tinha acabado de se mudar, de Ottawa, para Toronto. E tinha um imenso caminhão de mudanças, e ele, o pai e a mãe, aparentemente felizes, carregavam caixas para dentro de uma casa amarela, ao lado da minha. Por desencargo de consciência, fui lá ajudá-lo a carregar, ele carregava três caixas imensas, todo desengonçado, ajeitando os pequeninos óculos sobre os olhos com o polegar. Ele usava uma camiseta azul, com listras brancas, escrito "I'm just unstoppable".

Selena: Oi, garoto. Quer ajuda?
Joe: Eu consigo fazer isso sozinho...

Naquele momento, quase que todas as caixas caíram no chão. Aí, eu peguei duas das caixas e levei-as até a casa amarela. Ele parecia frustrado por não ter conseguido carregar as próprias caixas de brinquedo, mas eu só sorri. Quando coloquei as caixas no chão, ele deu um sorriso amarelo e estendeu a mão, praticamente suada.

Joe: Ér... Meu nome é Joseph, mas me chama de Joe (: , qual o seu nome?
Selena: Selena, pode me chamar do que quiser, não tenho apelidos. 
Joe: Sel, tá bom pra você? 
Selena: Tanto faz (ri), você... Gosta de andar de skate?

Fim do flashback instantâneo.

É, aquilo foi engraçado.
Bom, tinha dado a hora de entrar na sala de aula, e deu tempo de ver a Miley correndo feito maluca pra chegar à tempo. Seus cabelos claros estavam bagunçados em uma trança, e ela carregava a mochila em um dos ombros. Era óbvio que ela tinha perdido a hora, não devia ter pegado carona com o Liam, aquele garoto esquisito e abestado que foi campeão de natação, e veio. Era raro ver a Miles assim. 

#Selena Off
#Miley On

Cheguei na sala de aula. Deu tempo de ajeitar um pouco da minha franja, pra que não caísse nos olhos. De imediato, vi a Selena se sentar, lá no fundo, encostada numa parede, a Demi, do outro lado da sala. Me sentei numa carteira atrás da que a Demi estava sentada. Encostei minha cabeça na parede, na tentativa de dormir um pouco, enquanto a professora não chegava.

Demi: Miley. Miley... MILEY! - gritou, estalando os dedos, na tentativa de me acordar -
Miley: Ah, oi. 
Demi: Já não basta sonhar durante as noites com o Liam, tem que sonhar acordada? Vou chamar um exorcista pra tirar esse capeta do Liam de dentro de você.
Miley: Ha, ha, ha, Demetria. Você é muito engraçada ¬¬', enfim, o que você quer falar comigo?
Demi: Acabei de ficar sabendo que a minha mãe vai deixar um garoto e a mãe dele ficarem lá em casa por uns dias até que eles arranjem um lugar pra ficar, e eles são do Canadá, talvez a Selena os conheça.
Miley: Se o cara for gatinho, até que vale a pena né, Dems? 
Demi: Só a ideia de abrigar um garoto desconhecido na minha casa me abala muito. Vai que...
Miley: Aff, Demi. Deixa o garoto entrar na sua humilde residência. É só por uns dias. 

Duas Horas Depois...
Liam: (Chega perto de mim e sorri) Ei gata, não quis vir comigo hoje, não?
Miley: Argh, me atrasei um pouco. Eu queria ter ido com você.
Demi: É, ela estava sonhando com algo muuuuuuuuuuuuuuuuito submarino (rindo)
Miley: (dou uma cotovelada em Demi) 
Liam: Sério? Eu sou fascinado pelo mar! O que foi?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Capítulo 5: believing that. {extra enrolation LOL}


#Selena On
De qualquer forma, coloquei a carta dentro da mochila. Não queria perder a hora, e segui meu caminho. Senti o vento frio no meu rosto enquanto eu deslizava no skate. Minha vontade era ficar em casa, ler aquela maldita carta e ficar o dia inteiro dormindo. Mas não pude. Eu estava ocupada o suficiente... indo para a escola. E, à noite, eu iria trabalhar no orfanato. Eu trabalho lá desde quando eu namorava o Logan, para conseguir dinheiro suficiente pra cursar fotografia. Não era monótono, eu adoro crianças. Sempre tive a vontade de ter um irmãozinho mais novo, tipo a Demi, quando tinha o Daniel. Eu iria aproveitar o máximo, cuidar como se fosse um filho. Eu estava em contato constante com as crianças e as adorava, mas a minha favorita era a Joey. A Joey fora abandonada aos três anos, pois a mãe havia falecido e o pai era drogado, e a deixou por lá. A menina tem problemas de saúde, e eu ajudo no tratamento, e sou a melhor amiga dela, já que ela não entrava em contato com as outras pessoas.
Cheguei na escola um pouco adiantada, e fiquei esperando no pátio, sentada num banco de madeira. Fiquei ouvindo música e fechei meus olhos enquanto não dava a hora de subir as escadas e assistir à aula, que possivelmente seria de Física, o que eu obviamente detesto. Senti duas mãos quentes e cobertas por luvas de lã na minha cintura, me abraçando. Eu tinha esquecido de pegar meu casaco, e aquele abraço foi confortante e quente.

xXx: Bom dia, Sel.
Selena: (virei minha cabeça para ver quem era e sorri) Oi, David (:
David: Você parece desanimada... O que houve? (tosse)
Selena: Eu é que pergunto! Você ainda não tratou dessa tosse?
David: Isso não é nada...
Selena: Nada? - me levantei e fiquei na sua frente - Então é nada? Não adianta mais, Dave. Eu vou te levar num médico. Hoje. Depois da Aula.
David: Por que você se importa?
Selena: Porque você é meu melhor amigo. E se for algo grave? Eu não confio mais nessa sua imunidade.
David: Então, por que não confia em mim? Se eu disse que não é nada, é porque não tem nada a ser visto. 
Selena: Eu confio em você. E te amo também. Você sabe que eu me importo muito com você, principalmente com a sua saúde. E eu quero o seu bem.
David: Eu... - encarou o chão - Me desculpa, Sel, eu tô meio alterado.
Selena: Não tem nada o que perdoar. Você é o meu melhor amigo. Meu irmão.

Nos abraçamos por um instante, e percebi que, sim, ele estava de olhos fechados e com o nariz enterrado no meu ombro, sentindo o meu cheiro, enquanto segurava a ponta de meu cabelo suavemente com dois dedos. Ele é um doce, e já me disseram que ele gostava de mim. Acho que não, ele me ama, e nós somos bem unidos. Depois de soltar o abraço, ele sorriu e foi embora. Fiquei lá, e me lembrei da carta. Abri minha mochila como se ela fosse algum baú do tesouro com o santo graal dentro. Peguei o envelope e rasguei o mesmo, na tentativa de ler a carta com mais rapidez.

Cara Selena,
Aqui é o Joseph, o Joe, tá lembrada de mim? É, espero que sim, porque já fazem quatro anos que a gente não se vê, não quarenta, né? Eu me lembro quando você veio aqui com a sua mãe numa viagem e ela ficou bêbada na festa de aniversário do meu tio. Trágico (risos). Eu sinto muito, mas muito mesmo a sua falta, desde quando você saiu de Toronto e foi pra Winstontown com a maluca da sua mãe. Enfim, eu briguei com o meu pai. De novo. Ele estava na tentativa de me empurrar para a diretoria da empresa de novo, e eu não quero. Quero seguir fotografia, que nem você. Lembra de quando a gente saia por aí com nossas polaroids, tirando todas as fotos de todas as bobagens e coisas lindas possíveis? Eu tenho a caixa cheia de fotos até hoje, e inclusive, aquela que você tirou de mim, que tem a marca do seu dedão nela, já que você não estava adaptada ao meu modelo antigo, né.
Enfim, eu briguei feio. Minha mãe teve uma discussão com ele e acabou em divórcio no ano passado. Eu não estava aguentando mais aquela Terceira Guerra Mundial dentro de casa. Ele tinha se tornado outra pessoa, violento, e havia traído a minha mãe, o que descobrimos há dois dias. Aí já não dava mais, né? Bom, quando essa carta chegar aí, estaremos no carro, em direção a Winstontown, onde ficaremos na casa de uma amiga da minha mãe por um tempo. Sim, estou muito, mas muito feliz. Você não tem noção. Sério.
Bem, até breve. 
Joe

PS: Em anexo, tem uma foto que tiramos quando você voltou pra Winstontown.
Te amo.

~continua~

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Capítulo 4: my flaws.


#Selena On
Algo que eu não me imaginava fazer era me ver chorando durante o banho, ouvindo uma música. Eu sabia que tudo que é bom não dura, mas percebi da pior maneira que a perfeição pode desaparecer num piscar de olhos. Eu, ingênua como sempre, fiz tudo do meu jeito, da minha vontade. Saber que ele havia desaparecido logo após de ter chegado em casa, com os pais, fez com que eu me sentisse sem uma parte de mim. Frágil. Incompleta. Vazia. Seis semanas depois do desaparecimento dos três, encontraram destroços da moto que parecia ser dele, sem impressões digitais. Nenhuma pílula, tentativa de suicídio ou corte nos pulsos me fazia me sentir melhor. Ele prometeu nunca me abandonar... E sumiu. Do nada.
Desliguei aquele chuveiro, enrolei-me na toalha e desliguei aquela porcaria daquele rádio, que me trouxera, antagonicamente, memórias boas e ruins, se me compreende. Escovei meus dentes e me dirigi ao meu quarto. Abri a porta do guarda roupa e fui procurar uma camiseta. Quando abri uma gaveta, encontrei o agasalho que Logan havia me emprestado anteriormente. O mesmo ainda cheirava como ele, misturado com o aroma do meu perfume fraco. Larguei subitamente o agasalho, já que eu estava compulsivamente chorando e passando minhas mãos sobre o tecido macio do mesmo. Guardei-o e peguei uma camiseta qualquer, uns jeans surrados escuros, meias imperceptíveis por serem curtas e transparentes e meus tênis, trajando-os. 
Esfreguei meus olhos que insistiam em jorrar cachoeiras involuntariamente. Voltei ao banheiro, lavei meu rosto e observei-o no espelho. Eu já estava me tornando cansada daquilo tudo. Do Logan, com sua promessa falsa e hiper significante pra mim. E se a gente tivesse ultrapassado as carícias e os beijos naquela tarde? E se eu tivesse engravidado, como ocorreu com minha mãe na minha idade? E se...? 
Penteei meus cabelos compridos, de forma que a franja caísse levemente sobre minhas pálpebras. Esborrifei um perfume que eu gostava, pus minha mochila nas costas. Pensei em abrir a porta do quarto da minha mãe para recolher as prováveis garrafas sobre o chão, mas me lembrei que, se abrisse a porta, iria entrar no sonho da minha mãe a força. As portas eram meu bloqueio, uma proteção. E eu não queria entrar num sonho macabro dela. 
Desci as escadas, já com uma maçã em mãos que havia pegado na cozinha. Comi-a inteiramente em aproximadamente vinte minutos, e me sentei no sofá. Olhei meu pulso cheio de escoriações cicatrizadas. Mas, sinceramente, quem se importaria? A Demi daria um escândalo e provavelmente iria contar pra Taylor. A Miley conversava tão pouco comigo... O David levantava muita suspeita, eu dizia que havia caído de bicicleta, sei lá. E, por todo esse tempo, me senti um lixo. É, um lixo. Usei a palavra certa.
Os três me consolaram no desaparecimento do Logan, mas... Ah, quer saber? Nenhum deles sabe que eu entro nos sonhos dos outros forçadamente. Nenhum deles ouviu o que o Logan me disse. Enfim... Nenhum deles sou eu. E eu sou a única pessoa que pode me consolar. Mas isso não dá certo. Não dá mesmo. Olhei pela janela. Vi o carteiro colocar uma carta na caixa de correio. Abri a porta de casa, peguei o skate e abri a caixa, procurando pela carta. Estava escrito assim:

Destinatário: Selena Marie Gomez
Remetente: Joseph Adam Jonas
Urgente.

Aquele "Urgente" me apavorou. Pacas.

#Selena Off
#Miley On

Acordei com aquela desgraça que se chama despertador. Bati a mão no botão "Snooze" com tanta força que o despertador havia caído no chão e quebrado. Levantei-me contra minha vontade, tirando meu pijama e pegando minha toalha.

xXx: Eita, Cyrus. Nada mal, hein?
Miley: Vá se ferrar, Nicholas. - enrolei-me na toalha subitamente.
Nick: Eu não quero. E não é culpa minha se alguém construiu essa casa ao lado da minha. 
Miley: Isso também não é da minha conta. Eu rezo toda noite pra você sair da minha vida. - peguei minhas roupas, saí e bati a porta.

Fui tomar um banho, afinal, aquela energia negativa do Nicholas Retardado que-graças-a-Deus-estuda-em-casa-e-não-na-minha-escola me deixava com muita raiva. Eu não acredito que ele é meu vizinho. É uma puta sacanagem do destino, sabe? Eu simplesmente O-D-E-I-O aquele esquisito. Ele não sai de casa, o pai dele mete medo em todo mundo, é mil vezes mais irritante que o Nicholas, se isso é possível. Ele é um cretino, eu tinha pesadelo com ele quando eu era criança, e olha que eu não me assusto fácil. Entretanto, o pai do Nicholas é um professor aposentado, e quer ensinar o filho à sua maneira. Ou seja, vai ser mais um tiranozinho de botas pretas do exército e terno com uma gravata borboleta infeliz. 
Quando percebi que faltavam cinco minutos pra aula começar, me arrumei rapidamente, pedindo carona pro meu pai - coisa que eu raramente faço, sempre vou pra lá de carona com o gatinho do Liam :9 -, chegando em velocidade máxima, entrando extremamente atrasada.

Continua :3

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Capítulo 3 (Parte 03 de 03) - his fucking lovely memories in my mind {eu não disse adeus ainda}



#Ainda Flashback ;xxxxx
Ela ficou por cima dele, por instinto. Ele sentia que ela simplesmente era a pessoa mais perfeita no mundo, não somente naquele momento, mas ele pode sentir, que, só com o toque dela, sua pele se arrepiava, e seu coração disparava nesse instante. Ele enterrou seus dedos no cabelo escuro e perfeitamente liso dela, aproximando seus lábios do ouvido direito dela, dizendo algo que nunca alguém a disse antes.

Logan: Eu te amo, muito.

Aquilo tirou um sorriso do rosto dela da melhor maneira possível: seguido de um suspiro. Ela deu selinhos nele, para deixar os beijos ocasionalmente mais frequentes e que o deixasse louco. Ele sorriu durante os pequenos beijos dados por ela, mas não pôde se conter novamente e beijou-a, como se fosse a única oportunidade, fazendo-o lembrar do primeiro beijo dos dois. Ela terminou o beijo mordendo o lábio inferior dele suavemente, soltando-se do corpo dele por alguns instantes e deslocando-se um pouco para sussurrar algo em seu ouvido.

Selena: Eu te amo muito, também...

E sentiu subitamente o desejo que começara a surgir entre os dois, de forma involuntária. Ele sentia que ela era a garota perfeita. Incomum, única, além de ser exatamente o que ele queria e sentir a mesma coisa que ele sempre sentiu por ela, mas era difícil dizer pela primeira vez, à garota que realmente é amada por ele, que ama-a incondicionalmente. Ela já tinha certeza que ele sempre fora fiel, e ela fora invejada por garotas que o admiravam. Ele retirou de forma suave e educada a camiseta dela, deixando-a somente de short e sutiã. Ele percebeu mais uma vez que o corpo dela era perfeito, feito nas medidas certas para deixá-lo louco. Ele desceu as mãos dele, que estavam na cintura nua dela, retirando o short dela. Ela se livrou da bermuda dele em instantes, deixando-o de boxer. Ele ficou sobre ela, acariciando os cabelos e o corpo dela. Mas, em um segundo, percebeu que o rosto dela estava úmido. E não, não era por causa do suor. Eram lágrimas. Ela sentou-se na borda da cama, e ele a abraçou por trás. Ele jamais tivera ideia de que a mãe dela fora apaixonada por um rapaz, quando morava no Canadá. Jamais teve consciência que a gravidez dela fora turbulenta, já que fez inúmeras tentativas de suicídio nessa época, pois o seu amor adolescente que a engravidara fora morar nos Estados Unidos, e que ele nem sabia que Selena existia. 

Logan: Amor... O que houve...? Ah, não fala nada. 

Ele pegou um casaco que ficara até grande nele e colocou suavemente sobre ela, ajeitando o cabelo dela logo depois. Pôs sua calça novamente e a ajudou a levantar, dizendo um "vem cá", e ela foi guiada por ele, entre soluços. Ele colocara seu braço nas costas dela, e o outro no rosto dela, enxugando as lágrimas, que não paravam de cair, com seu polegar. Foi guiando-a pelas escadas, pela sala de estar, até chegar ao sofá. Ele sentou-se e fez com que ela deitasse a cabeça dela no seu colo. Ela continuou a chorar, silenciosamente, e ele acariciava o cabelo dela, esperando que ela se acalmasse.

Selena: Logan, (soluço) me promete uma coisa? (soluço)
Logan: O quê...?
Selena: Que nunca vai me abandonar... (disse ela, virando-se para olhar o rosto dele)
Logan: Mas é óbvio que eu não vou te abandonar. Você é a minha motivação pra acordar e dormir feliz. O seu beijo é a razão de eu continuar a ser quem eu sou, para ser amado por você. O seu toque tem efeito de uma corrente elétrica sobre o meu corpo, me fazendo sorrir enquanto durmo, pois é nos meus sonhos que eu te vejo o tempo todo. É o teu perfume que tem efeito embriagador e de me fazer flutuar por segundos. É a sua perfeição que deixa os meus dias mais insanos, já que é tão perfeita por dentro, quanto por fora. O seu sorriso é a minha luz do sol, é algo indecifrável e belo ao mesmo tempo, portanto a sua lágrima é a chuva que inunda o meu paraíso. E eu não... Aliás, eu nunca deixaria o meu anjo voltar pro céu sem me levar junto, nas tuas asas. Eu quero tentar ser perfeito o suficiente pra você e fazer com que você seja a mãe dos meus filhos, perfeita em cada detalhe. E é por esse tanto de razão que eu te amo descontroladamente, a toda hora, incondicionalmente.

Selena sorriu entre as lágrimas, e ela chorava, mais de alegria, por ter a pessoa mais perfeita do mundo a amando, do que da tristeza de ter a mãe no estado que estava por causa do amor. Ele começou a beijar o rosto dela inúmeras vezes, na tentativa de fazer as lágrimas secarem. Ela sorriu, pois, de certa forma, aquilo lhe fazia cócegas.

Logan: Bem... Eu queria muito que você ficasse a noite inteira comigo... Meus pais voltam da Escócia às oito da noite, se o vôo não atrasar. Eles iriam amar te ver... Mas eu te conheço muito bem, e eu sei que você não quer ficar... (meio sorriso)
Selena: Na verdade, eu queria ficar. Eu adoraria ficar. Mas tem a minha mãe e...
Logan: Quer carona da minha moto?
Selena: Eu adoraria. (:

#Fim do Flashback.
Desculpa mesmo, esse capítulo foi o pior que eu já fiz '-'
Beijão ;*

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Capítulo 3: (Parte 02 de 03): his fucking lovely memories in my mind.


(eumorriquandoviessesgifs, socorr)



#Ainda flashback ;xxx

Ela saiu do carro e deu um tchau com a mão esquerda para David, que saia com o carro. Ela entrou vagarosamente na casa de Logan. A porta estava aberta, o que facilitou seu acesso. Ao entrar, trancou a mesma, por questões de segurança. A casa parecia bem maior quando estava vazia. Deu de cara com a sala, mas sem o pai dele, que normalmente estaria ali, tomando um tipo de chá e lendo o jornal do dia, sempre sorrindo e dizendo "olá!" quando Selena entrava. Também não viu a esposa dele, que sempre ficava na cozinha, fazendo uma deliciosa torta de maçã, que, por sinal, era a favorita de Selena. Ela subiu as escadas vagarosa e silenciosamente, visualizando quadros abstratos na parede. Caminhou pelo corredor até ver o quarto de Logan, com a porta aberta. Ele estava lá, deitado na cama, sem a camisa branca que trajara anteriormente e de olhos fechados, porém não adormecidos, ouvindo música pelos fones de ouvido. Ela sorriu ao vê-lo, que ainda não notara sua presença. Entrou no cômodo e deixou sua mochila próxima à parede. Ao invés de sacudi-lo, dar-lhe seguidos sermões e dar alguma lição, somente sorriu. Subiu sobre a cama, ficando em cima dele, sem ao menos tocá-lo. Ela estava segurando-se para não rir, mas aproximou seu rosto do dele e lhe deu um beijo de esquimó, fazendo com que ele a reconhecesse sem mesmo abrir os olhos, sorrindo. Ela fechou os olhos e uniu os lábios de ambos de forma incomum, porém mágica. Naturalmente, Logan iria abrir seus olhos ou recuaria, se não tivesse percebido anteriormente se era realmente ela, mas o beijo não lhe restou dúvidas. Era a maneira perfeita e única a qual ela o beijava, que fazia com que seu coração batesse como um tambor, rapidamente. Entre o beijo, ambos deram um sorriso sincronizado, terminando-o com seguidos selinhos. Quando abriram os olhos, viram a face, um do outro, sorrindo. Ela somente deitou-se do lado dele, encarando seus olhos azuis e profundos. 

Selena: Ér... Eu machuquei a sua perna...?
Logan: (ri) É claro que não. Você é minha anestesia (sorri). Vem cá.

Ao ouvir aquilo, ela deu um sorriso, novamente, corando aos poucos. Aproximou-se dele e de seu hálito fresco, sentindo as mãos dele puxarem a cintura para si, e beijaram-se novamente. Se alguém visse aquele beijo, diria que era somente um beijo entre namorados, mas somente os dois sentiam aquele beijo apaixonado, duas línguas sentindo loucamente o sabor, uma da outra. E não demorou muito para que ela se entregasse totalmente a ele, envolvendo o pescoço de seu amado com suas mãos pequeninas. Num certo momento, ele interrompeu o beijo e fez com que ele ficasse sobre ela. Selena enterrou seus dedos nos cabelos dele, sentindo o perfume inconfundível dele e observando seu sorriso perfeito. Desta vez, o beijo foi ganhando cada vez mais desejo, e ele retirou o casaco dela facilmente, e ela não deu importância, já que ele estava sem camisa e com uma bermuda. A certeza de que ele era o cara perfeito e o único era absoluta, e algo aconteceu.

Continua...
(desculpa, eu tive mesmo que parar nessa parte, u.u)