terça-feira, 12 de junho de 2012

Epílogo: instant flashback.



            Era dia 08 de Agosto de 1945. O rapaz de cabelos pretos e perfeitamente penteados trajava o melhor terno para a ocasião. Afinal, era seu casamento, com a mulher que ele realmente amava e havia jurado ser fiel desde o namoro breve e, digamos, nada apoiado. Seu terno preto ocultava o suor que percorria o corpo sadio do jovem rapaz, de apenas vinte anos, que, por baixo dos suspensórios de couro, estava sufocado. Suas mãos, extremamente molhadas pelo suor, escorregavam ao serem pressionadas; uma na outra, com ansiedade e constante nervosismo. Ele esperava vê-la, radiante e emocionada, num vestido branco, com seus cachos loiros caindo sobre os olhos azuis da jovem, num penteado lindo, porém coberto pelo véu.  Esperava vê-la sorrindo, murmurando “tudo irá dar certo”, acompanhado de um “eu te amo”, enquanto andava suavemente, com passos curtos e lentos, porém desesperados e ansiosos, às proximidades de seu pai. Joseph Adam, finalmente, se casaria com Taylor Alison Swift, sua amada.
O relógio de ouro do rapaz marcava, exatamente, nove horas e quarenta e cinco minutos, ou seja, mais de duas horas de atraso da noiva. O pai de Taylor grunhia, olhando seu relógio de bolso a cada cinco segundos, e a mãe estava exasperada, temendo o pior. Os convidados cochichavam, e o padre estava impaciente e cansado, passando os dedos compridos pelos míseros fios de cabelo que ainda possuía. Joseph murmurava “calma, ela deve estar se arrumando pra mim, essa será a nossa noite, a primeira de inúmeras”, mas estava se corroendo por dentro. Estava preparado, possuía uma pistola no bolso, imperceptível, mas que tremia por estímulos e espasmos de sua mão, posta dentro do bolso. Afrouxou, um pouco, o nó da gravata, que o sufocava cada vez mais, juntamente com os malditos suspensórios, os quais o pai o obrigara a trajar, por questão de “tradição”. O pai do jovem passava os dedos pelo bigode, estranhando o fato e olhando, incansável, a porta. A mãe, já falecida, observaria o filho, e daria total apoio ao mesmo. Mas ninguém o fez. Afinal, ninguém o faria, huh? Ninguém daria apoio a um lesado que era a paixão de uma garota bem-sucedida e extremamente rica e mimada. Provavelmente, seria sexualmente ativo — pelo olhar do povo —, mas simplesmente era belo,e conquistara o coração de sua amada em centésimos de segundo, justamente ao entregar-lhe um caderno que havia caído no chão durante a aula de Química, com seu cavalheirismo infalível e com uma educação invejável. Os sussurros cresciam. Os cochichos aumentavam de intensidade. O padre tornara-se ainda mais impaciente, batendo os pés compridos cobertos por sapatos sociais. Num suspiro, ele se recordara de cada ato feito durante o namoro. Cada momento, cada passo, cada erro, cada acerto. Tudo passara por sua cabeça naquele momento. E, com aquele falatório, o que ele mais queria era fugir dali.
Joseph escutava os cochichos. Uns diziam que ela havia se suicidado, ao sufocar-se com um lenço, minutos antes do casamento começar. Outros diziam que ela havia fugido para lecionar Artes Cênicas e fugir das idéias repressivas de seu pai: “herdar” a empresa da família e “fazer seu nome”. Nada o fazia retirar seus pensamentos de que Taylor fosse vaidosa o suficiente para demorar um pouquinho, na tentativa de tornar-se bela no dia mais importante de sua vida. Mas, mais de duas horas?  Isso era muito improvável, inconcebível. No máximo, aquele tempo seria necessário para comprar inúmeros vestidos e ainda presenciar o matrimônio, ato, perceptivelmente, não feito: todos os preparativos da festa e do casamento, em si, foram feitos com capricho e carinho, de ambas as partes. Normalmente, o noivo pouco se importaria com isso, e voltaria para um pub, na tentativa de terminar a partida de Skat, Poker ou similares, com os amigos barbudos e trêbados. Mas Joseph mostrava-se diferente de tudo que Taylor Swift havia visto; a única coisa que ele gostaria de mudar nela, era seu sobrenome — palavras ditas por ele segundos depois de propô-la em casamento, fazendo-a sorrir. Enfim, seria o rapaz perfeito, pois, naquela época, homens eram como monstros, gigantes e gordos, que preocupavam-se somente em si e na cerveja guardada na geladeira.
Joseph avistou um pequeno menino, atravessando a igreja em sua direção. O pequenino pajem, de olhos azuis e cabelos negros — colados, pelo suor, em sua testa —, continha um envelope em mãos, e corria, ofegando, em direção ao rapaz.  Joseph encontrou-se surpreso, de fato, por ter sido noticiado de algo. Talvez sua noiva teria se machucado, não tão gravemente, mas o suficiente para fazê-la parar o trajeto e voltar para casa, ou talvez deva ter quebrado o carro, afinal, ela não era tão boa assim com automóveis: este seria o quarto carro que ela deveria ter quebrado. Em todos os acidentes, ela safou-se, e saiu sem arranhões quaisquer. Apesar de desastrada, pode-se dizer que possuía um grande coração, e era simpática com todos ao seu redor.
— Tio Joe... — ofegou o garoto, diminuindo a velocidade em seus passos curtos e barulhentos — Taylor mandou isso para ti. — esticou seu braço pequenino e coberto por um terno preto e molhado de suor. Ao ouvir aquelas cinco palavrinhas, Joseph encontrou-se em estado de agito. Possivelmente, ela teria escrito algo significante, ou adiar o matrimônio. Tudo, menos o inesperado, por favor.
— Obrigado, Christopher. — sorriu, levemente, Joseph, ao pegar o envelope nas mãos do garoto e abri-lo suavemente. Primeiramente, observou a letra de Taylor, perfeitamente escrito “Para Joseph Adam” e nada como “Telegrama/Notificação mórbida”, e suspirou, regojizando baixinho a Deus por protegido sua amada de quaisquer obstáculos ou enfermidades. Mas, antes que ele pudesse ver algo, foi atingido. E tudo foi ficando escuro. E todas as suas memórias passavam por sua cabeça. Desde o primeiro sorriso, ao seu mais letal e fingido último.

Oi gente, tudo bem? :3
Bom, eu vim aqui postar a parte que fala da trágica morte do Joe, ou seja, o epílogo da história. Aham, eu sou horrível, matei o Lucas Till na minha tentativa de fazer a fic anterior e agora matei o Joe. Tá, podem me fuzilar. Estarei pronta a qualquer crítica e ameaça de morte, ~cry~.
Hugz,
, gomez lover!.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

capítulo 1.

"Muros de insinceridade, olhos perdidos e vazios, desapareceram quando eu te vi. 
Tudo o que eu posso dizer é que foi encantador conhecê-lo."
Enchanted - Taylor Swift

By Selena Gomez,'
Levantar-me às nove e meia da manhã para ir ao parque, fora, definitivamente, uma má ideia. Ali estava eu, sentada no gramado, com uma maçã em meu colo e meu violão em mãos. Eu havia me esquecido que as pessoas costumavam cochilar às redondezas do local, e, definitivamente, eu esqueci de alimentar-me. Ou seja, desperdiçando minha energia ao entrar em sonhos sem antes ter comido deixou-me exausta e letárgica.  Eu ofegava. Suspirei por alguns segundos, deixando explícita minha desaprovação em relação à minha ideia. Deixei o violão sobre o gramado, e fiquei analisando cada detalhe reluzente dos escritos em ouro, destacando "Martin&Co.". Encolhi meus joelhos e cruzei meus braços sobre os mesmos, fechando os olhos e colocando minha cabeça, suada e exausta, sobre meus antebraços. O cansaço vencera-me, definitivamente. Afinal, eu deveria estar maluca quando pensei em sair de casa, em pleno sábado, para ficar um minuto no parque. Aliás, de um jeito ou de outro, eu iria entrar num sonho. Merda, Selena, murmurei para mim mesma. Conta até três. Respira. Tudo vai ficar bem. E eu tentava obedecer meus comandos. Talvez aquilo realmente resolvesse, eu não sabia. Mas eu estava sozinha agora. Ninguém poderia me ajudar, pensando que aquilo pudesse ser uma convulsão ou algo do gênero. Ninguém poderia me perguntar "Selena, você está bem? Quer água?" ou similar. Eu teria que virar-me, dar um jeito na minha própria vida. Contudo, eu não me lembro de ter pedido de presente de Natal aos sete anos de idade, ter o "dom" inconveniente de entrar nos sonhos alheios. Realmente, não me recordo. Comecei a parar de ofegar, e limpei o suor mínimo em minha testa com meu pulso. Eu deveria ser extinta da sociedade.
Mordi meu lábio inferior e encarei o lugar novamente. Ele estava cheio de crianças, correndo incansavelmente de um lado para outro, brincando de algo como "pega-pega" ou até mesmo futebol. Mães e pais ficavam olhando, abismados, e mostrando ao povo, com o indicador, "Olha aí o meu filhão, como é forte!" e "A minha princesa está crescendo, olha! Daqui a pouco estará namorando!". E, por segundos, fiquei com saudades da minha época de criança. Eu cresci, simplesmente. Tive a infância retirada de minhas mãos após a morte de meus pais, aos dez anos, no ápice de minha adorável infância. Passei a morar sozinha, desde já. E eu ainda me sentia fraca. Analisei a maçã, em meu colo, com a parte inferior dos olhos, e peguei-a, com meus dedos. Dei uma mordida na mesma, mastigando-a impacientemente. Minha fraqueza ansiava por energia, e eu não aguentava um minuto sequer com aquele cansaço preenchendo meu corpo. Minha cabeça doía, e meus olhos enxergavam mal. Eu já mencionei que odeio entrar em sonhos?
Posicionei-me novamente da maneira como eu estava, desta vez, com meus fones de ouvido. Eu ouvia Enchanted, silenciosamente, de olhos fechados, com a testa sobre meu antebraço. Eu movimentava meus lábios suavemente, murmurando trechos da música, para mim mesma, e movia minha cabeça de acordo com o ritmo da canção. Ouvir música relaxava meus músculos, principalmente após invadir os sonhos alheios. Aquilo me cansava, aumentava meus batimentos cardíacos, e me deixava exasperada, ainda mais quando eram pesadelos. Anteriormente, entrei no sonho de um pequenino garoto, que corria atrás de um cachorro, no sonho, feliz e sorridente. Regojizei baixinho por não ter sido um pesadelo, graças a Deus. Depositei o que restava de minha maçã na grama, sem ao menos enxergar, por estar com os olhos cerrados. A melodia da canção preenchia meu ser, e relaxava-me por completo. Meus converse's batiam sobre a grama intensamente, por, simplesmente, adorar aquela canção. Os sons, levemente abafados, do violão realmente me seduzia. Apesar de eu não saber tocá-lo de forma profissional, eu sabia tocar aquela canção, e eu a amava. 
Senti alguém cutucar meu braço suavemente com o indicador. Involuntariamente, levantei minha cabeça de forma letárgica, com os olhos semi-cerrados, por conta da luminosidade do sol. Ali vi Justin Drew Bieber (polyvore aqui), dando um meio sorriso, demonstrando certa preocupação. O rapaz é meu vizinho, sempre o vejo passar e digo "oi", mas nada passa disso, ou seja, quase não conversamos. Estudávamos juntos também, porém quase não trocávamos monossílabos, demonstrando uma amizade quase inexistente. Retirei meus fones, para melhor escutar o que ele tinha a dizer. 

-- Hey, Selena. -- Disse ele, coçando a parte de trás de sua cabeça, coberta pelo gorro de cor cinza -- Ér... Eu vi você meio trêmula e... bem, aconteceu alguma coisa?

Pronto. Era evidente que ele havia visto o meu explícito "oi, estou entrando num sonho e irei enlouquecer em três, dois, um" e deveria ter ficado preocupado. De certa forma, gelei por dentro, já que nada demais acontecera, exceto a parte de ser alguém anormal e entrar em sonhos.

-- Oh. -- Foi uma das primeiras coisas que saíram de minha boca -- Na  verdade, não. -- Dei um sorriso, sem mostrar os dentes. -- Nada demais aconteceu, só uma dor de cabeça passageira, é isso.

-- Ah, que bom... -- ele parou abruptamente, e voltou a dizer com explícito arrependimento -- NÃO! Q-quer dizer, é bom que só seja isso, afinal, v-você...

-- Eu estou bem, Justin -- eu ri, vendo-o encontrar-se naquela situação -- E você, como está?

-- Bem, também... -- ele sorriu, olhando para o chão. -- Bom, eu tenho que ir. Ér, tchau!

-- Tchau! -- vi-o locomover-se, até sair totalmente de vista.

(Continua...)


Leiam isso, por favor :(


Gente, eu to muito frustrada. Bem, eu tinha escrevido a fic absolutamente toda, e havia colocado-a em um pen-drive. O que aconteceu foi que o mesmo foi molhado há cinco dias, e não funciona de jeito nenhum. Eu estou com muita raiva, porque fiquei quase um ano idealizando a fic e fazendo as alterações necessárias e aconteceu essa coisa pra me deixar horrível.
Por outro lado, eu não estou muito satisfeita com essa fic. Irei mudá-la. O nome será o mesmo, mas não direi isso a respeito da história, e haverá poucos personagens. Me desculpem mesmo, é que não consigo mais escrever uma palavra sequer, por não me recordar de absolutamente nada referente à fic. A sinopse e a página de personagens foram atualizadas.
Desculpa.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Capítulo 09: getting ill, and she's remembering her past


#David On
Suspirei, pondo as mãos geladas e trêmulas sob o mármore branco da pia. Encarei cada gota de sangue no interior da mesma. Minhas tosses tornaram-se mais frequentes, e o sangue também já era banal. Meu pai ficaria uma fera se soubesse que eu estou doente e não contei a ninguém. Observei meu reflexo no espelho. Meus olhos se encontravam vermelhos, sem brilho, como se eu tivesse acabado de acordar após uma forte ressaca. Minha pele permanecia pálida, principalmente por causa das pílulas que ando tomando para alergia, pra tentar amenizar, ou seja, tentativa em vão. Meus lábios, ressecados. Eu estava acabado.
Pus minha mão sobre meu peito. Senti um ardor extraordinariamente forte quando tossi. Mal pude senti-la e alguma coisa me deu uma tonteira absoluta. Minha visão tornou-se limitada, e eu tossia incontrolavelmente. Era o sinal. Por uma maneira ou outra, a Selena estava certa. E eu precisava me cuidar. O pior poderia acontecer, e como as Leis de Newton dizem, se tem probabilidade de dar errado, vai dar errado.
#David Off
#Selena On
Fiquei olhando meu caderno. Vi meus rabiscos, e percebi que eu tinha desenhado uma árvore na folha branca cheia de linhas de cor cinza no caderno. E a aula estava um saco. Todos dormiam, porém ninguém sonhava. Regojizei baixinho, como eu havia feito anteriormente. Comecei a reforçar cada traço, porém me recordei de um dos dias os quais eu realmente queria voltar no tempo. O dia em que eu e Logan havíamos deixado de ser somente amigos... E eu nunca conseguiria esquecer...
#Selena Off
#Selena's sweet memories on
Selena caminhava sobre a brisa veraneia do dia 14 de Agosto de 2010. Seus pés cobertos por dois Converse's pretos de cano alto pisavam o asfalto, o qual se encontrava quente. Ela olhava o movimento contínuo de crianças e jovens nas ruas, e atravessou a mesma a qual estava caminhando. Seu destino era uma pequena loja de smoothies, e ela iria pedir o seu favorito, de morango. Sua mãe provavelmente estaria bêbada numa hora dessas, ou absorta por aí, portanto, ela somente seguiu seu caminho. Selena olhou para a frente, vendo logo seu amigo, Logan Wade Lerman. O mesmo encontrava-se sentado sobre uma cadeira de madeira, com um smoothie de peppermint, quase no fim, em uma mão, e seu indispensável iPod em outra. Ele encarava o aparelho da Apple como se fosse alguma coisa divina, ou como se tivesse encontrado a localidade desconhecida do Santo Graal no Google Maps. Selena estranhou o fato, nunca havia visto o rapaz tão abobado como havia o visto no momento. E então passou uma ideia sorrateira e engraçada em sua cabeça.
Ela correu até a mesa de Logan, pegando o iPod do rapaz, dando a língua para o mesmo, que teve tempo de dizer um "hey!" sorrateiro e sair correndo atrás da garota de cabelos pretos e compridos. O fato era que Logan, de atlético, só tinha os braços. O garoto mal podia correr que ofegava. E ela queria fazer uma brincadeira, ao desipnotizar o rapaz, e nem havia visto nada na tela, já que ela bloqueou a mesma ao correr. Ela pôde descer uma enorme ladeira, enquanto via o rapaz cambalear ao tentar alcançá-la.
- V-volta a-aqui, s-sua larápia! - gaguejou ele, na tentativa de pronunciar algo que fosse detê-la, e, obviamente, foi em vão. A garota ria loucamente.
Ela foi em direção de um gramado, encostando suas costas numa macieira e deslizando seu corpo para baixo, sentando aos pés da árvore. Logan estava longe de alcançá, la e estava pálido. Ele podia ouvir as risadas histéricas da amiga, e seu coração só faltava sair pela boca. Ele encontrava-se nervoso, e não queria que Selena visse o que ele estava admirando pela tela coberta por uma fina película. E se ela visse? O que aconteceria? Ele se desesperava, e corria, na tentativa de alcançar a garota e recuperar seu iPod. Esse era seu objetivo final e pronto. Eba! Todo mundo sairia feliz e imune!
Selena desbloqueou a tela, porém viu que teria que digitar uma senha. "Droga" foi tudo o que ela conseguiu dizer, mas pensou por dois minutos e fez uma cara de interrogação ao tocar "1234" e conseguir destravar o aparelho da Apple. Deu uma singela risada com os lábios, mas estava gargalhando por dentro, devido ao nível de dificuldade da senha do garoto. Porém esse sorriso não permaneceu ali por muito tempo, e o que apareceu em seu rosto foi apenas uma expressão de surpresa.

Continua :3

"Gente, me desculpa mesmo. O capítulo está uma merda, minha vida pessoal está uma merda, e tudo está muito mal. O que acontece é que tem acontecido coisas comigo muito sérias, e eu não pude escrever um capítulo decente ou ao menos entrar no blogger. 
Mas muito obrigada.
~Love Never Lasts~"

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Capítulo 08 {parte 02-02}: dead memories [mini]

#Flashback's Beginning
Taylor encontrou-se surpreendida pelo fato ocorrido. Lucas estava sorridente, e ela, boquiaberta. Ambos sabiam que não se tratava de um pedido de casamento, de forma alguma. Aquilo era para mantê-los unidos, simbolicamente, ou aquele anel escrito amour infini não se chamara aliança. Aliás, aquele anel dourado era somente superficial; Lucas e Taylor mantinham aquele amor fervente em segredo, ninguém sabia do relacionamento dos dois, e se Lucas quisesse, poderia namorar todas as filletttes de toda a cidade de Paris. Era herdeiro de uma fortuna inestimável, possuia um rosto jovial perfeito, era carismático, belo e extremamente sensível. Por que escolhera Taylor na multidão? Por que escolhera uma adolescente americana à procura de respostas para suas perguntas? Ele sabia que ela era a garota perfeita para ele. Ele a disse uma vez: "s'il ya des espaces entre les doigts, c'est parce qu'ils ont besoin d'être comblé pard'autres", que significa, explicitamente, "se existem os espaços entre os dedos das mãos, é porque precisam ser preenchidos".
- Je t'aime, mon petit. - ele a disse, parando o carro no sinal vermelho. Ele a fez encarar seus profundos olhos azuis que tornavam-se destacados à luz lunar.
- Je ne pense pas que tu m'aimes plus que moi. - sorriu Taylor. Aquelas dez palavras tem o significado de "creio que não me amas mais do que eu o faço", e foram as dez as quais Lucas mais adorava ouvir, mesmo as contradizendo. Seu amor era impossível de existir. Também, pudera! Quão forte o amor poderia ser? A intensidade era exuberante, que não existiam palavras no mundo inteiro para descrevê-las. E ele se recordava, ao ver o rosto da amada, do dia em que a conheceu, às proximidades do Sena. Ele pôs o anel de ouro no anelar de Taylor, e ela percebera que ele já havia posto o dele. Ambos escritos "amour infini".
Os rostos de ambos foram ficando cada vez mais próximos, e uniram-se os lábios que mais ansiavam esse momento. Ela pode sentir um jato de emoções percorrendo seu corpo inteiro durante o beijo o qual durou sete segundos, mas mal ela mesma sabia, que este fora o último. O sinal abriu-se, e ele pôde escutar xingamentos como "stupide, allez'!" e similares, e ambos gargalharam. Ele acelerou o carro, atravessando a rua. E ele estava feliz demais para perceber que um caixa-forte vinha em sua direção. E só pode escutar o grito de Taylor, ardente.
#Flashback's End


Olá, e, primeiramente, mil desculpas. O capítulo ficou menor que as subdivisões de um átomo, e ainda não ficou muito bom. É que eu vim encarando alguns problemas pessoais, quase me matei de raiva de mim mesma, fiquei meio sentimental {eu sou estranha} , não pude entrar com frequência, tive provas, trabalhos e bastante estudo. Portanto, como dizem, "perdoe-me por este erro imperdoável". 
Bom, eu estou quase me denunciando por ter matado o lindo do Lucas Till, mas né.



XX, 
~Love Never Lasts~

sábado, 14 de abril de 2012

Capítulo 8 {Parte 01-02} : my dead boyfriend.


#Taylor Alison Swift On.

Acordei tarde, aproximadamente, às dez e meia da manhã, e desisti de tentar ir pra escola. Por mim, eu até dormiria mais, mas minha epífise neural é uma inconveniente e me acorda nos meus melhores sonhos. Meu pai, provavelmente, já deveria ter ido ao trabalho, e minha mãe estava viajando a negócios. Ou seja, sozinha em casa. Ou quase. 
Eu passei a refletir um pouco. Meus sonhos, meio confusos, deixavam-me com dor de cabeça. Eu não aguentava aceitar a ideia de que ele havia morrido, ali, do meu lado, atingido por um caminhão. Ele estava desmaiado, entre as ferragens do carro, eu não pude fazer nada. O garoto o qual eu amava havia morrido. E, por mais que eu pudesse ver fantasmas desde criança, eu queria senti-lo, coisa que nunca tentei fazer, porém eu tive que crer que somente poderia tocar alguém se estivesse vivo, em carne e osso. Encarei a maçã em cima da cabeceira da cama, quase necrosando, posta por mim há dias, porém não ando comendo muito. Tenho me sentido mais fraca, e, há muito tempo, aproximadamente um ano, não havia me sentido feliz. Ele era minha razão de felicidade, portanto, encarei meu anel escrito "amour infini", dado por ele na última vez que realmente nos encontramos.
Bocejei e esfreguei meus olhos azuis. Meu cabelo provavelmente estaria um monstro, mas, quando passei meus dedos finos pelos meus fios, percebi que ele não estava tão mal assim. Sentei na cama, pondo meus pés  cobertos por meias de cor cinza no chão. Olhei para o lado, encarando meu celular. O ecrã estava aceso, alertando "Você tem 04 novas mensagens" e eu sabia que eram todas da Demi, perguntando por qual razão eu não tinha ido pra escola. Mas, sinceramente, eu pouco me importava com a situação, e levantei-me.

― Bom dia, Swift.  ― murmurara a voz mais familiar deste mundo, no meu ouvido. 
― Por favor, Lucas, vá embora.  ― pedi, rispidamente.
― Vous étiez ma raison d'être, Swift. Tu eras minha razão de existência.

#Taylor Alison Swift Off
#Memories On

{Paris, França.
Sábado, 09 de Outubro de 2010.
21:34}

 ― M'embrasse, Swift. ― disse ele, com ar de artista exagerado, fazendo Taylor Swift gargalhar.― Je veux son corpus nu.
― Credo, Lucas. ― disse ela, entre risadas.
― O que foi? Não posso mais seduzir minha namorada?
― Ah tá, falando "beije-me" e "quero seu corpo nu" em Francês, tá me deixando excitada. ― ironizei.
― Sabia que você é uma ríspida? ― disse ele, pondo as mãos na cintura de forma engraçada.
― Sim, eu sei ― grunhiu Taylor, pegando o resto de algodão doce, que estava nas mãos de Lucas, comendo-o. ― Nasci desse jeito, e você vai ter que me aguentar.
― Sabia que eu te amo de qualquer jeito? Esse seu jeitinho ríspido só aumenta minha devoção, fille parfait. 
― Hm, sei. ― beijou-o nos lábios, de forma rápida. 

O sorriso maroto de Lucas logo apareceu, deixando Taylor um pouco encabulada. Aquilo a deixava, de certa parte, a seduzia. Os olhos azuis dela estavam concentradamente encaixado nos dele, letárgicos, porém num tom feliz de azul-caribenho. Ele pôs sua mão na dela e foi caminhando até o Land Rover Preto o qual estava próximo à sidewalk, abrindo-o. Quando ela abriu a porta e entrou no automóvel, encarou o rosto do namorado, feliz, pondo a chave na ignição e dando a partida.

― O que você quer fazer agora, Lucas? ― perguntou Taylor, na espera de uma resposta. ― Bom, eu volto para os Estados Unidos daqui à dois dias, então...
― Je tiens à vous surprendre. Quero surpreendê-la. ― murmurou ele, olhando para a amada, e revirando os olhos para o porta-luvas. ― Abre.
― Ãhn... Tá. ― sussurrou ela, abrindo vagarosamente o compartimento, encarando uma pequenina caixa de veludo.

Continua...

Desculpa, eu sei que ficou pequeno, mas vem uma parte ainda por vir. 
Um abração, 
~Love Never Lasts~

(alguém acreditaria que eu sinto falta da franjinha fofa dela?
afos, linda de qualquer jeito *0*)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Capítulo 07: You, me, us. {feito às pressas, ma pardon}


#Joseph Adam Jonas On

Sentei no chão novamente. Aquilo, definitivamente, não era o meu quarto. Os novos proprietários mandaram pintá-lo de preto, sabe-se lá por que razão. Sem os móveis, ele parecia ter o quádruplo do seu tamanho original. As minhas malas já estavam no carro, minha mãe já havia ido embora mais cedo, e eu estava tentando arrumar coragem pra descer. Eu suava frio. Morar em outro lugar me deixava pasmo, já que Toronto era o local onde eu sempre habitei, desde pequeno, e me acostumei com os acontecidos por lá. A minha vida já não era a mesma; com o divórcio dos meus pais, eu me tornei mais fechado. Encarei o telefone em minhas mãos. Lembrei-me do telefonema que eu havia acabado de receber de meu pai.

– Se você mudar de ideia, Joseph, é só ligar, que eu e a Tracy iremos te buscar.

Aquelas palavrinhas irritantes ecoavam pela minha cabeça, e, novamente, ele citara a criatura de cabelos oxigenados de vinte e cinco anos de idade a qual havia se casado com ele por puro interesse. Eu odiava aquela mulher. Além de medíocre, ela tinha idade pra ser minha irmã, aliás, tínhamos a mesma idade. Após concluir os estudos, eu me tornei cada vez mais autoritário comigo mesmo. Não consegui aceitar os fatos, de maneira alguma. Minha mãe estava exausta, ajeitando tudo para que morássemos em Winstontown, e ele, provavelmente estava deitado na cama com uma adolescentezinha mimada. Isso me irritava, muito.

Encarei o teto, ainda branco, novamente, e ouvi três batidinhas suaves na porta. Involuntariamente, olhei para a mesma, a qual estava aberta. Encontrei Ashley Greene encostada nela. Seus cabelos castanhos extremamente lisos estavam presos à uma trança desarrumada, e seu rosto estava vermelho. Dei um meio sorriso. Afinal, o que eu poderia fazer? Há duas noites, Ashley havia ficado bêbada numa festa e ficou agarrada nos bíceps e nos lábios de um boyzinho, na minha frente. Por mais que ela pedisse desculpas, aquela imagem ficou grudada na minha cabeça, e ouvir ela me insultando, me xingando, entre coisas mais, era horrível. Eu queria perdoá-la, mas não consegui. Perante à toda aquela insinuação, não consegui aguentar e, expressei certa decepção em meu olhar. Ela entrou, e sentou-se ao meu lado. Pude sentir seu aroma invadir todo o interior de meu quarto, e, de certa forma, aquele cheiro ainda me hipnotizava. 

– Eu não acredito que você vai pra Winstontown... – Ela murmurou, demonstrando certa insegurança e medo em cada letra que ela pronunciara. 
– É meio irônico você dizer isso, Ash. – falei, por impulso, ajeitando meus óculos com o polegar. Meus dedos já atravessavam meu próprio cabelo, e eu não aguentava ficar no mesmo cômodo que ela. 
– Joe, eu... – ela disse, porém diminuiu seu volume de voz – sinto muito.
– Eu creio em você, Ash. Só não consigo mais acreditar nos seus olhos. These smiling eyes are just a mirror for... – murmurei, no ritmo da música Road Tripping.

Ela sorriu, ao lembrar da música a qual cantamos juntos na nossa viagem para Colorado, para passarmos o Reveillón do ano anterior. Seu sorriso demonstrava felicidade, medo e tristeza ao mesmo tempo. Eu a conheço muito bem. Aquilo era uma espécie de terapia pra mim: ver seu sorriso. Mas aquele sorriso só começou a me fazer morrer por dentro. 

– Eu vim aqui pra te pedir um favor, Joe. – ela murmurou, corando e ficando cabisbaixa ao mesmo tempo. – E... e-eu não s-sei se você v-vai concordar co-comigo, m-mas...
– Diga, Ash. – falei, indiferentemente.
– Me dá um último beijo, Joe?

Ao ouvir aquilo, permaneci incrédulo, porém não demonstrei aquilo. Ela permanecia cabisbaixa, e seu rosto parecia uma maçã de tão encabulado. 

– Claro, Ash. – dei um meio-sorriso.

Ela ficou duzentas vezes mais incrédula que eu, ao levantar a cabeça e olhar para mim. Ela havia erguido uma sobrancelha suavemente, e eu sorri, sem mostrar meus dentes. Ela, insegura, tornou-se a aproximar sua cabeça da minha, olhando para mim. Beijei-a suavemente, sem muito clima, típico de um último beijo mesmo. Provavelmente, aquele, definitivamente, não era o melhor o qual havia dado, era, de longe, o pior: não consegui sentir o momento. Ela aproveitou mais do beijo do que eu, e separou o beijo, que durou, aproximadamente, seis segundos. Ao fazê-lo, sorriu de lado e saiu do cômodo. É, aquilo foi horrível.
Deitei sobre a minha mochila no quarto e comecei a cochilar. Eu não queria sair daquela casa, naquela hora. E comecei a ter, involuntariamente, espécies de "miragens" naquele momento. Aliás, eram sonhos, porém não duraram muito. 

– LEVANTA, DESGRAÇA ¬¬' – gritou uma voz familiar, vinda da porta do meu quarto, e, eu, involuntariamente, tive um espasmo parecido com a expressão de um susto, e me levantei. – Vamos embora, Joseph, são quase oito da manhã, você precisa ir pra Winstontown!!
– Sterling, faça-me um favor? Vai pro inferno ¬¬' – gritei. – Aliás, nem sei porque chamei você pra me levar pra lá, eu deveria ir dirigindo mesmo...
– Joe, eu não levantei à toa pra te carregar durante quatro horas numa viagem! – disse ele, batendo com força a porta na parede. – E o carro é seu. Você é uma merda dirigindo, então, quebra ele logo. Quando você estiver numa cadeira de rodas, você...
– Tá bom, caralho. – interrompi – Vamos logo, quero parar no Startbucks. Ainda bem que você não vai morar comigo, porque, cara, você é insuportável!
– Digo o mesmo de você, palhaço. – grunhiu ele, descendo as escadas agilmente.


Peguei minha mochila e desci as escadas. Sterling, com a chave em mãos, abriu a porta do carro. Entrei pelos bancos de trás, porque eu queria dormir a viagem inteira. Não estava com o mínimo ânimo pra ficar acordado e lembrar da Ashley. Aquela garota perseguia meus pensamentos, não importa se eu amasse-a ou não. Sei lá, é algo esquisito. Deitei, com a cabeça sobre a mochila, fazendo-a de travesseiro. Sterling deu a partida e eu já estava com o iPhone em mãos, ouvindo Otherside. Eu podia ver pela janela todo aquele matagal infeliz, verde {não, Joe, seu idiota, é azul, sabe? ¬¬'} e aquela asquerosa neve no chão. Eu odeio inverno. É como se o mundo estivesse coberto de gelo, menos por baixo do seu cobertor. Essa era uma das coisas as quais não tenho em comum com Selena. Ela adora o inverno, mas tenho certeza que essa estação deveria ter sido, literalmente, um inferno pra ela: Logan, o namorado dela, fugiu, no início de Dezembro do ano anterior. Ela devia ter ficado triste, tipo como eu fiquei: enchendo a cara de whisky num sábado chuvoso, curtindo uma fossa sensacional ouvindo You've Got a Friend , torcendo pra que a mãe não dê um flagra.
O inverno estava já no final, para a noooooooooooossa alegriaa {desculpa, eu não pude evitar essa frase clichê que já arde os ouvidos só de pensar}, com o início da primavera. Já dava pra ver as folhas se sobressaindo, a neve derretendo, as flores nascendo. Era algo que eu gostava de assistir. Não sou fã de ficar olhando os "fenômenos da natureza", e dizer "olha, que interessante! a vaca acabou de defecar! vamos santificar a bosta dela e vivermos felizes para sempre, weeee!". Não, eu sempre fui bem reservado.

#Joseph Adam Jonas Off

Olár povo lindo, tudo bem?
Olha, o capítulo não ficou muito bom e ficou até curtinho, mas é que eu quero enrolar um pouco até chegar uma parte aí, então eu coloquei essa aí do Joe e do Sterling. Eu juro que estou tentando entrar, mas durante um tempão não pude, por motivos pessoais { lê-se sociedade querendo que eu seja sociável e vá ser feliz no quinto dos infernos}  e porque quase não tenho ficado em casa ultimamente, mil perdões.
Bom, adiós (:


sábado, 31 de março de 2012

Capítulo 6: i'm your friend.


#Selena On
Após o recreio, o qual permaneci solitária, como sempre, houveram duas aulas na SPSDAI. Essa sigla significa Sala Para Sonecas Durante Aulas Insuportáveis. Sempre tem algum professor que cospe na cara dos outros lá. Esse lugar é horrível, principalmente porque eu entro nos sonhos de todos os preguiçosos da sala de aula, e, inacreditavelmente, todo mundo tem os mesmos sonhos todas as vezes em que eu entro. David sonha com cores caleidoscópicas girando. Demi, que quase não dorme, sonha com o irmão falecido dela. Miley sonha com o Liam com cabelos esvoaçantes na praia (e o resto do sonho é extremamente constrangedor). E, sempre depois de todos os sonhos, eu quase caio de fraqueza, além de ficar com fome e ter a respiração cada vez mais ofegante. Com as mãos ainda trêmulas, procurei meu lápis para rabiscar alguma coisa no caderno, para fingir que estou prestando atenção. Não o encontrei em lugar algum. Logo, alguém cutucou-me. Olhei para trás. Era Taylor Lautner. Seus cabelos levemente arrepiados eram negros como ébano, e me lembravam, um pouco, a franja do Logan. O Taylor era um garoto que eu conheci logo ao conhecer a Demi. Ele era esquizofrênico, gótico, morava sozinho desde a morte dos pais, quando ele tinha catorze anos, e quase ninguém falava com ele. Ele exibia um sorriso de lado, mostrando parte dos dentes.

 — Desculpa incomodar, Selena, mas...  — ele falou baixo e pegou algo do chão — você deixou seu lápis cair.

Ele segurava um lápis azul, com uma borracha vermelha na extremidade. Aquele realmente pertencia a mim, e  peguei a outra extremidade do lápis. Sorri, sussurrando um "obrigada", tentando não parecer cansada, e voltei a rabiscar alguma coisa. Mordi meu lábio. Aquela aula era extremamente chata, e, quem dormia, não sonhava, naquele momento, portanto, não fui puxada para nenhum sonho, então, regogizei baixinho. Encarei o professor McSinth, que falava (aliás, cospia) sobre Robinson Crusoe, aquele livro do Daniel Defoe que fala sobre um cara que virou náufrago e tal. Eu odiava aquele livro, pois me lembrava os tempos o qual eu tinha um professor de literatura em Toronto que sempre falava sobre ele. Uma vez, o professor dormiu na biblioteca a qual eu estava, e que teve sonhos os quais ele abusava sexualmente de todas as alunas dele. E ele sorria sarcasticamente, com malícia no olhar. Esse foi, definitivamente, um dos sonhos mais horripilantes e traumatizadores os quais presenciei em toda minha experiência com esse troço de sonho. Nunca mais consegui olhar na cara dele. Graças a Deus, me mudei pra cá com a minha mãe, que, por sinal, já deveria estar trabalhando. Olhei para o lado. David estava ali, tossindo a cada cinco minutos, e, de repente, percebi uma secreção avermelhada sair de sua boca e entrar em contato com a sua mão, e logo vi uma expressão de surpresa em seu rosto. Assustei-me de imediato, e ele pediu licença ao professor e saiu da sala. Pus minhas mãos sobre o rosto. O que eu poderia fazer? O que realmente estava acontecendo? Mas não concluí meu pensamento. Meus pés ficaram dormentes. Eu não consegui sentir meus braços. Abaixei a cabeça, e senti uma imensa dor na mesma. Merda. Alguém estava sonhando.

#Selena Off

# Dreams' beginning

Selena permaneceu imóvel. Ela não podia se locomover. Somente olhava para a frente, e via uma árvore gigantesca, desproporcional, de acordo com as árvores que conhecia. Sua visão tornou-se prejudicada, e ela mal podia respirar direito. Ela ouviu palavras como "morra" ou "ninguém quer você vivo" e começou a estranhar o fato. Logo apareceu Taylor Lautner, em cima de um galho na árvore, tampando os ouvidos. Seus olhos estavam roxos, e ele sangrava. Parecia ter sido espancado. Uma multidão começou a se formar diante da árvore, e o "morra" se tornou mais intenso e confuso. Milhões de mãos começaram a puxar Lautner com força, e ele tentava se manter no lugar. Ele rezava. E, de súbito, eles o machucavam. Selena tentou desviar o olhar e sair daquele sonho desesperador, mas não conseguiu. Afinal, nunca conseguiu. O sonho sempre acabava antes dela tentar. Mas, dessa vez, o sonho estava demorando a acabar. Taylor estava sendo dilacerado e xingado por uma multidão. Ele era o único que podia vê-la, afinal, o sonho era dele. E ele sussurrou "me ajuda", olhando para o rosto dela. E tudo se tornou escuro.

#Dream's End

#Selena On

Aquela foi a primeira vez que eu entrei num sonho do Lautner. Aquilo foi, de longe, aterrorizante e mórbido. O chistoso da situação foi o fato das vozes que ele escuta o perseguirem nos sonhos. Além do mais, aquilo fora surreal. Imaginando bem, eu nunca veria o Lautner daquele jeito. Ele sempre foi forte e praticava atletismo, tanto que até fora campeão de uma maratona interestadual. Mas me dava pena. Ele sempre foi simpático, bonito, e, por causa de sua doença psicológica, ninguém sequer conversava com ele. Sempre foi muito quieto e obscuro. A ausência da presença dos pais, talvez, fora a causa desse distúrbio psicológico. Eu nunca soube, aliás, nunca ousei perguntar. Afinal, ele poderia ficar magoado.
Bateu o sinal do final da aula. Ótimo. David ainda não chegara, e tínhamos que passar mais uma aula na SPSDAEI, com o mesmo professor. O fato de David ainda não ter chegado me apavorou. O que deveria ter ocorrido? Será que aquele sangue... Não, não pode ser!

#Selena Off

CONTINUA...

Gente, desculpa mesmo, esse episódio não ficou bom, afinal, eu estou planejando muitas coisas ao mesmo tempo, e a sociedade (lê-se mãe) quer que eu seja mais sociável.

Ok, comentem que eu postarei.
Um abração,
Love Never Lasts

quinta-feira, 8 de março de 2012

Entrelinhas. {texto}

Eu te escutava o quanto você precisou.
Eu te abraçava quando você estava sozinho.
Eu te fazia sorrir quando você estava prestes a derrubar uma cachoeira pelos olhos.
Eu era quem você precisava.

Eu cheguei em casa chorando naquele dia, correndo para o quarto. Meu pai, preocupado, bateu na porta inúmeras vezes, perguntando o que tinha acontecido. Eu disse que tudo estava bem. Eu menti, óbvio. É claro que quando alguém que você ama muito usa e abusa do seu amor e te descarta, como um copo de plástico. E esse alguém sempre foi você. Lembra das noites que passamos embaixo daquele coqueiro, contando estrelas? Lembra das manhãs que a gente ficou brincando, feito crianças, quando você dormia aqui em casa ou quando eu dormia na sua? Lembra das tardes que a gente ficava olhando pro alto, e falava besteiras? Eu me lembro de cada palavra doce que você disse. E, sim, eu te amava, e muito. Você sabia disso, eu disse na sua cara, todas as coisas que eu fiz por você. Eu implorei pra sua atual namorada não te dispensar, porque ela não gostava mais de você. E, só porque ela contou tudo pra você naquele momento, você encheu a cara e começou a me culpar. Desculpa, P. ... Desculpa por tentar te fazer feliz. Eu tentei, e eu não sou perfeita. Eu lembro do seu primeiro beijo, que foi comigo. Agora, você deve estar na sua cidade natal, ficando com todas. E eu sei que você também me amava. Mas esse sentimento se transformou em ódio, num ódio. Eu nunca havia visto os seus olhos tão avermelhados, muito menos você bebendo, o que nunca tinha acontecido. E eu me culpo, todo santo dia, por ter feito isso pra você. Eu era sua amiga, era pra eu te ajudar, dizer a verdade pra você, que ela gostava de outro cara, tentar te consolar. Eu sou uma retardada, uma imbecil. Eu não aguento mais suportar a ideia de que você não quer mais me olhar na cara. Você não vem mais pro local onde moro, e, quando vem, sempre dá um atalho pra passar por um lugar onde não frequento. E eu sempre descubro tarde. É, eu sei que você espalhou boatos sobre mim. Disse que eu era lésbica, que eu havia me transformado em um monstro, que eu era... Sei lá, qualquer coisa, menos o que eu sou realmente. Estou aos prantos, e com o coração apertado, ao escrever isso. Eu juro que minhas mãos doem. Eu parei de fazer as coisas que você amava que eu fazia, tipo tocar algum instrumento ou alguma mania ridícula. Mas eu percebi que aquilo era bom pra mim, e eu duvidava que aquilo iria te fazer feliz um dia.
Eu sei que você nunca vai ler isso, ainda menos dar importância. Eu queria ser feliz, ao seu lado ou não. E nem isso eu consigo ser. Eu estou com as pernas bambas, não gosto de falar sobre você, não gosto de lembrar de você, muito menos ver suas fotos. Você mudou, virou um polígamo ridículo e fútil. Não gosto de te ver assim, mas, você não gosta de agradar ninguém, muito menos a si mesmo.
Bom, é isso.
Adeus.



Sim, isso foi um texto que eu fiz, semana passada. Aliás, é só um resumo dele, porque, na verdade, ele tem doze páginas e meia, eu estava de cabeça cheia, comecei a escrever e deu nisso. Espero que tenham gostado desse resumo, porque eu prefiro o textão, porém não deu pra colocar tudo... Desculpa mesmo. E, sim, o próximo capítulo está a caminho, só há um conjunto de obstáculos chamados "tempo, escola, livro e a tal vida social" que não permite que eu publique. Desculpa, mesmo ;xx
Ah, e o próximo capítulo será o resto do primeiro dia de aula, e o último de alguém por aí. Quem será? Vocês verão U.U, não vou contar merda nenhuma, mas tá né. Ah, e eu estou planejando uma mini fic, que se chama Breathe, e será muito fofa. Se der tempo, eu posto. Senão, eu dou um jeito. (:
Obrigadinha,
LoveNeverLasts ;D
LoveNeverLasts (;

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capítulo 5: a light in the end of my tunnel



#Selena ainda on
Tá, eu quase gritei de felicidade quando li aquela carta. A última vez que eu tinha visto o Joe foi há quatro anos, quando o tio dele fez aniversário e eu e a minha trêbada mãe fomos pra lá. É, eu saí de lá com três coisas: decepção por causa da minha mãe, felicidade por ter visto o Joe e saudade ao mesmo tempo. E ele estava vindo morar na minha cidade! Coisa melhor não há, não é mesmo? Nos conhecemos na infância, tínhamos seis anos, e, aos oito e meio, tive que ir embora. Mas a gente trocava cartas, e-mails, sorrisos e, de vez em quando, eu ia pra lá. E eu fiquei muuuuuuuuuito feliz. Eu me lembro quando a gente se conheceu, impressionantemente!

Flashback instantâneo.
Ele tinha acabado de se mudar, de Ottawa, para Toronto. E tinha um imenso caminhão de mudanças, e ele, o pai e a mãe, aparentemente felizes, carregavam caixas para dentro de uma casa amarela, ao lado da minha. Por desencargo de consciência, fui lá ajudá-lo a carregar, ele carregava três caixas imensas, todo desengonçado, ajeitando os pequeninos óculos sobre os olhos com o polegar. Ele usava uma camiseta azul, com listras brancas, escrito "I'm just unstoppable".

Selena: Oi, garoto. Quer ajuda?
Joe: Eu consigo fazer isso sozinho...

Naquele momento, quase que todas as caixas caíram no chão. Aí, eu peguei duas das caixas e levei-as até a casa amarela. Ele parecia frustrado por não ter conseguido carregar as próprias caixas de brinquedo, mas eu só sorri. Quando coloquei as caixas no chão, ele deu um sorriso amarelo e estendeu a mão, praticamente suada.

Joe: Ér... Meu nome é Joseph, mas me chama de Joe (: , qual o seu nome?
Selena: Selena, pode me chamar do que quiser, não tenho apelidos. 
Joe: Sel, tá bom pra você? 
Selena: Tanto faz (ri), você... Gosta de andar de skate?

Fim do flashback instantâneo.

É, aquilo foi engraçado.
Bom, tinha dado a hora de entrar na sala de aula, e deu tempo de ver a Miley correndo feito maluca pra chegar à tempo. Seus cabelos claros estavam bagunçados em uma trança, e ela carregava a mochila em um dos ombros. Era óbvio que ela tinha perdido a hora, não devia ter pegado carona com o Liam, aquele garoto esquisito e abestado que foi campeão de natação, e veio. Era raro ver a Miles assim. 

#Selena Off
#Miley On

Cheguei na sala de aula. Deu tempo de ajeitar um pouco da minha franja, pra que não caísse nos olhos. De imediato, vi a Selena se sentar, lá no fundo, encostada numa parede, a Demi, do outro lado da sala. Me sentei numa carteira atrás da que a Demi estava sentada. Encostei minha cabeça na parede, na tentativa de dormir um pouco, enquanto a professora não chegava.

Demi: Miley. Miley... MILEY! - gritou, estalando os dedos, na tentativa de me acordar -
Miley: Ah, oi. 
Demi: Já não basta sonhar durante as noites com o Liam, tem que sonhar acordada? Vou chamar um exorcista pra tirar esse capeta do Liam de dentro de você.
Miley: Ha, ha, ha, Demetria. Você é muito engraçada ¬¬', enfim, o que você quer falar comigo?
Demi: Acabei de ficar sabendo que a minha mãe vai deixar um garoto e a mãe dele ficarem lá em casa por uns dias até que eles arranjem um lugar pra ficar, e eles são do Canadá, talvez a Selena os conheça.
Miley: Se o cara for gatinho, até que vale a pena né, Dems? 
Demi: Só a ideia de abrigar um garoto desconhecido na minha casa me abala muito. Vai que...
Miley: Aff, Demi. Deixa o garoto entrar na sua humilde residência. É só por uns dias. 

Duas Horas Depois...
Liam: (Chega perto de mim e sorri) Ei gata, não quis vir comigo hoje, não?
Miley: Argh, me atrasei um pouco. Eu queria ter ido com você.
Demi: É, ela estava sonhando com algo muuuuuuuuuuuuuuuuito submarino (rindo)
Miley: (dou uma cotovelada em Demi) 
Liam: Sério? Eu sou fascinado pelo mar! O que foi?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Capítulo 5: believing that. {extra enrolation LOL}


#Selena On
De qualquer forma, coloquei a carta dentro da mochila. Não queria perder a hora, e segui meu caminho. Senti o vento frio no meu rosto enquanto eu deslizava no skate. Minha vontade era ficar em casa, ler aquela maldita carta e ficar o dia inteiro dormindo. Mas não pude. Eu estava ocupada o suficiente... indo para a escola. E, à noite, eu iria trabalhar no orfanato. Eu trabalho lá desde quando eu namorava o Logan, para conseguir dinheiro suficiente pra cursar fotografia. Não era monótono, eu adoro crianças. Sempre tive a vontade de ter um irmãozinho mais novo, tipo a Demi, quando tinha o Daniel. Eu iria aproveitar o máximo, cuidar como se fosse um filho. Eu estava em contato constante com as crianças e as adorava, mas a minha favorita era a Joey. A Joey fora abandonada aos três anos, pois a mãe havia falecido e o pai era drogado, e a deixou por lá. A menina tem problemas de saúde, e eu ajudo no tratamento, e sou a melhor amiga dela, já que ela não entrava em contato com as outras pessoas.
Cheguei na escola um pouco adiantada, e fiquei esperando no pátio, sentada num banco de madeira. Fiquei ouvindo música e fechei meus olhos enquanto não dava a hora de subir as escadas e assistir à aula, que possivelmente seria de Física, o que eu obviamente detesto. Senti duas mãos quentes e cobertas por luvas de lã na minha cintura, me abraçando. Eu tinha esquecido de pegar meu casaco, e aquele abraço foi confortante e quente.

xXx: Bom dia, Sel.
Selena: (virei minha cabeça para ver quem era e sorri) Oi, David (:
David: Você parece desanimada... O que houve? (tosse)
Selena: Eu é que pergunto! Você ainda não tratou dessa tosse?
David: Isso não é nada...
Selena: Nada? - me levantei e fiquei na sua frente - Então é nada? Não adianta mais, Dave. Eu vou te levar num médico. Hoje. Depois da Aula.
David: Por que você se importa?
Selena: Porque você é meu melhor amigo. E se for algo grave? Eu não confio mais nessa sua imunidade.
David: Então, por que não confia em mim? Se eu disse que não é nada, é porque não tem nada a ser visto. 
Selena: Eu confio em você. E te amo também. Você sabe que eu me importo muito com você, principalmente com a sua saúde. E eu quero o seu bem.
David: Eu... - encarou o chão - Me desculpa, Sel, eu tô meio alterado.
Selena: Não tem nada o que perdoar. Você é o meu melhor amigo. Meu irmão.

Nos abraçamos por um instante, e percebi que, sim, ele estava de olhos fechados e com o nariz enterrado no meu ombro, sentindo o meu cheiro, enquanto segurava a ponta de meu cabelo suavemente com dois dedos. Ele é um doce, e já me disseram que ele gostava de mim. Acho que não, ele me ama, e nós somos bem unidos. Depois de soltar o abraço, ele sorriu e foi embora. Fiquei lá, e me lembrei da carta. Abri minha mochila como se ela fosse algum baú do tesouro com o santo graal dentro. Peguei o envelope e rasguei o mesmo, na tentativa de ler a carta com mais rapidez.

Cara Selena,
Aqui é o Joseph, o Joe, tá lembrada de mim? É, espero que sim, porque já fazem quatro anos que a gente não se vê, não quarenta, né? Eu me lembro quando você veio aqui com a sua mãe numa viagem e ela ficou bêbada na festa de aniversário do meu tio. Trágico (risos). Eu sinto muito, mas muito mesmo a sua falta, desde quando você saiu de Toronto e foi pra Winstontown com a maluca da sua mãe. Enfim, eu briguei com o meu pai. De novo. Ele estava na tentativa de me empurrar para a diretoria da empresa de novo, e eu não quero. Quero seguir fotografia, que nem você. Lembra de quando a gente saia por aí com nossas polaroids, tirando todas as fotos de todas as bobagens e coisas lindas possíveis? Eu tenho a caixa cheia de fotos até hoje, e inclusive, aquela que você tirou de mim, que tem a marca do seu dedão nela, já que você não estava adaptada ao meu modelo antigo, né.
Enfim, eu briguei feio. Minha mãe teve uma discussão com ele e acabou em divórcio no ano passado. Eu não estava aguentando mais aquela Terceira Guerra Mundial dentro de casa. Ele tinha se tornado outra pessoa, violento, e havia traído a minha mãe, o que descobrimos há dois dias. Aí já não dava mais, né? Bom, quando essa carta chegar aí, estaremos no carro, em direção a Winstontown, onde ficaremos na casa de uma amiga da minha mãe por um tempo. Sim, estou muito, mas muito feliz. Você não tem noção. Sério.
Bem, até breve. 
Joe

PS: Em anexo, tem uma foto que tiramos quando você voltou pra Winstontown.
Te amo.

~continua~

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Capítulo 4: my flaws.


#Selena On
Algo que eu não me imaginava fazer era me ver chorando durante o banho, ouvindo uma música. Eu sabia que tudo que é bom não dura, mas percebi da pior maneira que a perfeição pode desaparecer num piscar de olhos. Eu, ingênua como sempre, fiz tudo do meu jeito, da minha vontade. Saber que ele havia desaparecido logo após de ter chegado em casa, com os pais, fez com que eu me sentisse sem uma parte de mim. Frágil. Incompleta. Vazia. Seis semanas depois do desaparecimento dos três, encontraram destroços da moto que parecia ser dele, sem impressões digitais. Nenhuma pílula, tentativa de suicídio ou corte nos pulsos me fazia me sentir melhor. Ele prometeu nunca me abandonar... E sumiu. Do nada.
Desliguei aquele chuveiro, enrolei-me na toalha e desliguei aquela porcaria daquele rádio, que me trouxera, antagonicamente, memórias boas e ruins, se me compreende. Escovei meus dentes e me dirigi ao meu quarto. Abri a porta do guarda roupa e fui procurar uma camiseta. Quando abri uma gaveta, encontrei o agasalho que Logan havia me emprestado anteriormente. O mesmo ainda cheirava como ele, misturado com o aroma do meu perfume fraco. Larguei subitamente o agasalho, já que eu estava compulsivamente chorando e passando minhas mãos sobre o tecido macio do mesmo. Guardei-o e peguei uma camiseta qualquer, uns jeans surrados escuros, meias imperceptíveis por serem curtas e transparentes e meus tênis, trajando-os. 
Esfreguei meus olhos que insistiam em jorrar cachoeiras involuntariamente. Voltei ao banheiro, lavei meu rosto e observei-o no espelho. Eu já estava me tornando cansada daquilo tudo. Do Logan, com sua promessa falsa e hiper significante pra mim. E se a gente tivesse ultrapassado as carícias e os beijos naquela tarde? E se eu tivesse engravidado, como ocorreu com minha mãe na minha idade? E se...? 
Penteei meus cabelos compridos, de forma que a franja caísse levemente sobre minhas pálpebras. Esborrifei um perfume que eu gostava, pus minha mochila nas costas. Pensei em abrir a porta do quarto da minha mãe para recolher as prováveis garrafas sobre o chão, mas me lembrei que, se abrisse a porta, iria entrar no sonho da minha mãe a força. As portas eram meu bloqueio, uma proteção. E eu não queria entrar num sonho macabro dela. 
Desci as escadas, já com uma maçã em mãos que havia pegado na cozinha. Comi-a inteiramente em aproximadamente vinte minutos, e me sentei no sofá. Olhei meu pulso cheio de escoriações cicatrizadas. Mas, sinceramente, quem se importaria? A Demi daria um escândalo e provavelmente iria contar pra Taylor. A Miley conversava tão pouco comigo... O David levantava muita suspeita, eu dizia que havia caído de bicicleta, sei lá. E, por todo esse tempo, me senti um lixo. É, um lixo. Usei a palavra certa.
Os três me consolaram no desaparecimento do Logan, mas... Ah, quer saber? Nenhum deles sabe que eu entro nos sonhos dos outros forçadamente. Nenhum deles ouviu o que o Logan me disse. Enfim... Nenhum deles sou eu. E eu sou a única pessoa que pode me consolar. Mas isso não dá certo. Não dá mesmo. Olhei pela janela. Vi o carteiro colocar uma carta na caixa de correio. Abri a porta de casa, peguei o skate e abri a caixa, procurando pela carta. Estava escrito assim:

Destinatário: Selena Marie Gomez
Remetente: Joseph Adam Jonas
Urgente.

Aquele "Urgente" me apavorou. Pacas.

#Selena Off
#Miley On

Acordei com aquela desgraça que se chama despertador. Bati a mão no botão "Snooze" com tanta força que o despertador havia caído no chão e quebrado. Levantei-me contra minha vontade, tirando meu pijama e pegando minha toalha.

xXx: Eita, Cyrus. Nada mal, hein?
Miley: Vá se ferrar, Nicholas. - enrolei-me na toalha subitamente.
Nick: Eu não quero. E não é culpa minha se alguém construiu essa casa ao lado da minha. 
Miley: Isso também não é da minha conta. Eu rezo toda noite pra você sair da minha vida. - peguei minhas roupas, saí e bati a porta.

Fui tomar um banho, afinal, aquela energia negativa do Nicholas Retardado que-graças-a-Deus-estuda-em-casa-e-não-na-minha-escola me deixava com muita raiva. Eu não acredito que ele é meu vizinho. É uma puta sacanagem do destino, sabe? Eu simplesmente O-D-E-I-O aquele esquisito. Ele não sai de casa, o pai dele mete medo em todo mundo, é mil vezes mais irritante que o Nicholas, se isso é possível. Ele é um cretino, eu tinha pesadelo com ele quando eu era criança, e olha que eu não me assusto fácil. Entretanto, o pai do Nicholas é um professor aposentado, e quer ensinar o filho à sua maneira. Ou seja, vai ser mais um tiranozinho de botas pretas do exército e terno com uma gravata borboleta infeliz. 
Quando percebi que faltavam cinco minutos pra aula começar, me arrumei rapidamente, pedindo carona pro meu pai - coisa que eu raramente faço, sempre vou pra lá de carona com o gatinho do Liam :9 -, chegando em velocidade máxima, entrando extremamente atrasada.

Continua :3